segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Estranho Sem Nome

Escrito por:Augusto Gattone


   Walter Black estava rindo.
Riu até a hora em que a mandíbula começou a doer e a garrafa de uísque barato que segurava entre as mãos caiu sobre o chão.
   Policiais tolos! Havia sido tão fácil. Agora Walter tinha cinqüenta notas das grandes em seus bolsos. Se o guarda havia morrido, não foi culpa de Walter, o guarda cavou o próprio tumulo, assinou sua própria sentença de morte desde o momento em que decidiu confrontar Walter.
   Rindo, Walter Black levou novamente a garrafa até os lábios. Foi quando ele escutou alguns passos precipitados vindo da escada que levava ao sótão onde ele havia se escondido.
Pegou seu revolver. A porta se abriu lentamente, e Walter viu a silhueta de alguém. O estranho vestia uma jaqueta negra e um chapéu cobrindo os olhos.
   - Oi, olá! – disse – Walter... Venho lhe observando.  De fato você me agradou muito, sabia?- O Estranho riu loucamente, naquele momento Walter estava horrorizado.
   - Quem diabos é você? -Perguntou Walter-O Estranho riu novamente.
   -Você me conhece. Eu te conheço. Fizemos um pacto a mais ou menos uma hora atrás, para ser mais exato... No momento em que você disparou naquele guarda.
   -Largue-me! Largue-me!-Gritou Walter, enquanto O Estranho segurava forte o seu braço.
   -Chegou sua hora, Walter, é hora de vir comigo- Disse o estranho com um ar solene-Além do mais, existe um longo caminho para percorrermos.
   O Estranho tirou a jaqueta e o chapéu. Walter contemplou aquele Rosto. Gritou. Walter Black gritou, e gritou e gritou.
   Mas o Estranho apenas riu, e em um instante, o cômodo estava silencioso, e completamente vazio, deixando no ar apenas um fortíssimo cheiro de enxofre.

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